DA DESCONTEXTUALIZAÇÃO À CONTEXTUALIZAÇÃO DO TRABALHO COM A LEITURA NA ESCOLA: Um olhar para a prática social

Eliane Campos Ruiz Leite, Carla Alessandra Ruiz Leite, Wendell Fiori de Faria

Resumo


Considerando que as produções escritas devem estar articuladas às atividades de leitura propostas aos alunos, esse artigo tem como objetivo discutir aspectos relevantes acerca da leitura, entendendo o ato de ler como construção intimamente ligada às relações sociais do sujeito que lê, por meio de uma pesquisa bibliográfica. A literatura pesquisada evidencia que o trabalho com a leitura como prática social propõe novos deslocamentos e realinhamentos, que resultam em produção de sentidos. Por conseguinte, as atividades didáticas revelam-se geradoras de novas experiências para os alunos, a partir da ideia de que o ato de ler e escrever pressupõe o enriquecimento do aluno, por meio de novas possibilidades de existência. Do exposto, o ato de ensinar a leitura vai muito além do bom senso ou do senso comum, tornando eminente a necessidade de reconstruir o trabalho com a leitura no cotidiano escolar. Ao docente, cabe a tarefa de experenciar novas alternativas, no sentido de propiciar aos alunos a construção dos saberes históricos e sociais, superando a sua condição inicial de leitura entendida como (tradução literal), e promover a leitura do mundo (ler o implícito e as metáforas), contribuindo, pois, para a formação de um aluno/cidadão, com condições de desenvolver a capacidade de ler o texto e o contexto e, para a além das dimensões do ambiente escolar, ou seja, “ler o mundo”.

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DOI: https://doi.org/10.25110/akrópolis.v19i1.3475