A PERCEPÇÃO DOS ÁRBITROS PARANAENSES ACERCA DA INFLUÊNCIA DA DANÇA NAS “SÉRIES” DE GINÁSTICA RÍTMICA NO ATUAL CICLO OLÍMPICO

Gisely Rodrigues Brouco

Resumo


A Ginástica Rítmica é um esporte olímpico regido pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), e a cada quatro anos, que corresponde a um novo Ciclo Olímpico, realizam-se mudanças em suas regras para que o julgamento desta modalidade seja o mais objetivo possível. Especificamente no ciclo 2013 -2016, a mudança mais significativa que tem causado inquietação e gerado dúvidas para técnicos e árbitros da modalidade são as alterações relacionadas a inclusão e obrigatoriedade de passos de dança nas coreografias de todas as categorias de competição. Com isso, o novo código exige que as séries apresentem uma sequência de oito segundos de dança (dança se salão, danças folclóricas, dança moderna, etc.), na qual devem ser utilizados diversos padrões rítmicos com o aparelho em movimento durante a combinação. Foi possível identificar nas séries apresentadas em competições deste ciclo, que uma das danças mais utilizadas na montagem das coreografias de ginástica rítmica são as danças folclóricas. Face ao exposto este estudo visa por meio de uma pesquisa de caráter descritivo-exploratório com delineamento transversal, investigar a percepção de aproximadamente 25 árbitros paranaenses acerca da influência da dança na composição das séries de ginástica após as mudanças no código de pontuação no Ciclo 2013-2016. Pôde-se concluir ao final do estudo que a grande maioria dos árbitros sentem dificuldade em julgar os passos de dança nas séries durante as competições e salientam ser de suma importância mais clareza sobre o assunto no Código de Competição que regulamenta a modalidade e o trabalho da dança especificamente nos treinamentos da GR.


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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v17i1.2017.6287