QUEM CUIDA DO SUJEITO A SER CUIDADO? UMA CRÍTICA DA PSICOLOGIA JURÍDICA À MOROSIDADE DA JUSTIÇA DIANTE DOS PROCESSOS DE DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR

Bárbara Cossettin Costa Beber Brunini, Camila Maira Silva Fernandes, Graciele Regina Procópio dos Santos, Thais Caroline da Silva

Resumo


O trabalho aqui apresentado é um relato de experiência e traz como tema: “Quem cuida do sujeito a ser cuidado? Uma crítica da Psicologia Jurídica à morosidade da Justiça diante dos processos de destituição do poder familiar”, resultante de considerações provenientes das atividades de Estágio Supervisionado Curricular Obrigatório Específico I, desenvolvido pelas acadêmicas do quarto ano do curso de Psicologia da Universidade Paranaense (UNIPAR), realizado em três locais diferentes durante o ano de 2016, sendo esses ambientes estabelecimentos judicializados, localizados em Umuarama, cidade no Noroeste do Paraná. Foi utilizada, enquanto metodologia norteadora desta escrita, a perspectiva genealógica foucaultiana dada a importância e frequência das relações de poder/saber que atravessam o tema posto à baila, bem como escritos legais, referências técnicas do conselho de classe da Psicologia e diretrizes jurídicas quanto às leis, resoluções e normativas, bem como material disponível em banco de dados que referenciam o tema. Nossos achados e reflexões nos afetaram ainda mais do que o início desta pesquisa, por deflagrar o quanto o assunto é incômodo à diferentes esferas de verdades absolutas, às quais permeiam os territórios judicializados e se fazem, por vezes, em descuido ou desrespeito ao direito da criança e do adolescente, quando da destituição do poder familiar e de sua retirada de estabelecimentos de acolhimento.

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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v18i1.2018.6803