A CONSTRUÇÃO DA AFETIVIDADE NO PRIMEIRO ANO DE VIDA: UMA LEITURA SÓCIO-HISTÓRICA

Thamilly Rozendo Luppi, Alvaro Marcel Palomo Alves

Resumo


O desenvolvimento infantil foi alvo de estudos de diversos pensadores ao longo do século XX e XXI. O tema da afetividade estudada pelos teóricos Lev Vigotski e Henri Wallon demonstra a importância do fenômeno para o entendimento de diversos sistemas que integram o psiquismo. Esses autores buscaram apresentar a afetividade sob um viés contextual, mediada pelos sujeitos da cultura e como sistema filogenético e ontogenético. Seguindo esses pressupostos buscamos compreender através de uma pesquisa teórica a construção da afetividade no primeiro ano de vida em uma perspectiva sócio-histórica. A partir do estudo realizado foi possível identificar a afetividade como uma função psicológica superior e campo funcional intimamente relacionado com o primeiro ano de vida, etapa fundamental para a construção da afetividade. Ademais, demonstramos o caráter ativo da criança no início do desenvolvimento, rompendo com uma imagem inatista e biologicista da criança. O estudo permitiu desmistificar a ideia de que o primeiro ano de vida é um ano de total passividade, no qual o bebê pouco age no mundo e fica à mercê de processos espontâneos e maturacionistas. Vigotski e Wallon compreendem o primeiro ano de vida como um período importante para a sociabilidade da criança e o estabelecimento das relações, mesmo carente de fala.


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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v19i1.2019.6872