Como decidem os Executivos Financeiros Sobre Estrutura de Capital em Cooperativas Agropecuárias

Régio Marcio Toesca Gimene, Miguel Angel Uribe Opazo, Fátima Maria Pegorini Gimenes

Resumo


O presente artigo procura identificar como os executivos financeiros de cooperativas agropecuárias tomam decisões sobre estrutura de capital. O objeto da pesquisa é o setor cooperativista agropecuário paranaense, responsável pela geração de 60% do PIB agrícola do estado, devido à agregação e apoio a 200.000 cooperados que, somados aos 40.000 empregos diretos gerados, envolvem direta e indiretamente 1.200.000 pessoas. As cooperativas agropecuárias são, em muitos municípios, as organizações que mais empregam, que mais geram tributos e providenciam assistência a mais de 42% dos produtores rurais do estado. As decisões sobre estrutura de capital foram agrupadas em três tipos de respostas, cada uma delas, representando um modelo teórico diferente, quais sejam: a) existe um limite de endividamento previamente determinado que a direção da cooperativa deve respeitar, ou seja, uma meta, uma taxa que defina quanto deva ser o montante de recursos próprios e de terceiros (Modelos de Relação Estática); b) a orientação é seguir uma ordem, de preferência, com relação ao tipo de recurso a ser captado, ou seja, a cooperativa, por exemplo, preferencialmente, devem utilizar as sobras líquidas, depois os empréstimos bancários e, por último, o aumento de capital via cooperados (Pecking Order Hypothesis); c) não existe uma meta de endividamento pré-determinada e nem uma ordem de preferência na captação dos recursos, a cooperativa capta os recursos que se encontram disponíveis no momento e que ofereçam vantagens sob o ponto de vista econômico. O limite, neste caso, seria sua capacidade de pagamento (Oportunismo); d) nenhuma das alternativas anteriores.

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DOI: https://doi.org/10.25110/receu.v4i1.1484