Queda: comportamentos negativos de enfermagem e conseqüências para o paciente durante o período de internamento em UTI.

Maria das Neves Decesaro, Kátia Grillo Padilha

Resumo


O presente estudo buscou verificar os comportamentos negativos da equipe de enfermagem e as conseqüências imediatas para os pacientes, relacionadas com a queda durante o período de internação em UTI, sendo utilizada a Técnica do Incidente Crítico como norteadora dos procedimentos metodológicos. A população foi constituída por 235 profissionais de enfermagem que atuavam nas UTIs adulto. O total de 90 relatos obtidos, após analise e categorização, levou aos resultados seguintes. Quanto aos comportamentos negativos, agrupados, resultaram em 09 categorias: deixar o paciente só, sem vigilância (38,6%), não realizar restrição do paciente (16,4%), manter as grades da cama abaixadas (16,4%), não travar as grades da cama, não verificar fixação, encaixe e condições da grade (5,7%), problemas nos equipamentos (5,7%), não realizar avaliação clínica do paciente ou fazê-la incorretamente (5,7%), realizar procedimento técnico complexo, sem auxílio (5,0%), omitir a ocorrência de queda para o enfermeiro (2,9%) e outros (3,6%). Os dados que evidenciam as conseqüências imediatas para o paciente, em ordem decrescente, assim se apresentaram: traumas teciduais de diferentes intensidades (35,5%), retirada não programada de diferentes artefatos terapêuticos (26,7%), desconexão de artefatos terapêuticos diversos (15,6%), alterações emocionais (8,9%), piora das condições clínicas (7,8%), óbito (4,4%) e outra (1,1%). Os resultados obtidos vêm ressaltar a importância de medidas preventivas para evitar os eventos de quedas de pacientes durante o período de internação em UTI.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v5i2.2001.1115