ANÁLISE DO TRATAMENTO DA ESPASTICIDADE ATRAVÉS DA FISIOTERAPIA E DA FARMACOLOGIA – UM ESTUDO DE CASO

Dora de Castro Agulhon Segura, Débora Luciana Crespão, Marielle Darolt, Shaila Ariente Beledel, Aline Scapin Piccin, Jaqueline Andréa Sarturi Picinini

Resumo


Espasticidade é a denominação dada ao aumento do tônus muscular, encontrado em patologias neurológicas. Trata-se de um sinal clínico importante, pois interfere no prognóstico dos pacientes, devendo ser alvo de pesquisas que visem a evolução mais rápida do estado funcional e uma reabilitação mais eficaz. Realizamos uma análise comparativa de dois grupos de pacientes, um submetido simplesmente à fisioterapia convencional, através de técnicas cinesioterapêuticas puras, de alongamento e fortalecimento muscular e outro associando a fisioterapia à utilização de fármacos que minimizem o problema da espasticidade. Foram selecionados 20 pacientes do sexo feminino, idade entre 30 e 40 anos, com diagnóstico funcional de espasticidade, independentemente do diagnóstico clínico definido, porém com sequelas de lesões em sistema nervoso supra-segmentar. Durante quatro meses, realizaram 3 sessões semanais de terapia. A princípio os selecionados tiveram a espasticidade avaliada segundo a Escala de Ashworth e foram divididos em 2 grupos, em que 10 destes pacientes tiveram que estar submetidos a tratamento farmacológico por indicação médica e 10 não puderam estar, durante o momento do estudo, sob intervenção de fármacos. Posteriormente ao tratamento, os pacientes foram novamente submetidos à avaliação da espasticidade. Ambos grupos tiveram benefícios com as técnicas impostas, porém, o grupo com a terapia combinada demonstrou melhor resultado. As mulheres de maior idade tiveram evolução menor nos dois grupos analisados. Foi possível concluir que as duas técnicas utilizadas promoveram benefícios aos seus pacientes, não somente na redução da espasticidade, bem como na manutenção de uma vida mais próxima ao normal.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v11i3.2007.2042