CONDUTA TERAPÊUTICA DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS EM RELAÇÃO AOS TRAUMATISMOS DENTÁRIOS

Ana Flávia Granville-Garcia, Valdenice Aparecida de Menezes, Izabele Lopes, Pollyanna Santos Araujo, Luciana de Barros Correia Fontes, Alessandro Leite Cavalcanti

Resumo


 O objetivo foi avaliar o conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre procedimentos a serem realizados em casos de traumatismo dentário. Foi um estudo transversal quantitativo, com entrevistas estruturadas com 150 cirurgiões-dentistas do município de Caruaru-PE. O formulário continha 13 perguntas para cada tipo de traumatismo. Os dados receberam análise com técnicas de estatística descritiva e analítica, testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher a um nível de significância de 5%. Quantos aos profissionais, 43,3% eram clínicos gerais e 53,7% tinham até 10 anos de formados. Na concussão, o “acompanhamento” foi a única conduta clínica que apresentou associação significante com o tempo de formado, o mesmo ocorrendo com a subluxação. Em relação à luxação extrusiva, na comparação entre os subgrupos, de acordo com o tempo de formado, registrou-se a maior diferença percentual para os que indicaram: “contenção dentária”, além da indicação “aguarda a reerupção espontânea” (p < 0,05). Para a luxação intrusiva, a única diferença em relação ao tempo de formado ocorreu quanto ao tratamento ortodôntico (p < 0,05). Na luxação lateral, nenhuma questão apresentou diferença significativa em relação ao tempo de formado (p>0,05). A maioria dos cirurgiões-dentistas possuía conhecimentos sobre o tratamento emergencial dos casos de traumatismos dentários apresentados, entretanto, se consideravam inaptos para realizá-lo. Neste sentido, um suporte teórico deveria ser realizado, com o intuito de dar maior segurança ao exercício de medidas emergenciais nas situações de traumatismos dentários, contribuindo, assim, para melhorar a qualidade de vida da população.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v12i3.2008.2541