Acompanhamento farmacoterapêutico de crianças sob prescrição de antimicrobianos. Um estudo em farmácia comunitária

Andressa Hass, Jorge Juarez Vieira Teixeira, Maria Valdrinez Campana Lonardoni, Vera Lucia Dias Siqueira, Márcia Terezinha Lonardoni Crozatti

Resumo


Atualmente, os antibióticos estão entre os medicamentos prescritos com maior freqüência, tanto em ambulatórios quanto em hospitais. As infecções respiratórias agudas são importante causa para atenção médica em atendimento primário à saúde nos países em desenvolvimento, para as quais há necessidade de se garantir uma apropriada adesão, não somente para evitar falhas terapêuticas, mas também para diminuir os riscos de complicações. O estudo teve como objetivo identificar variáveis sociais e fármaco-epidemiológicas, por meio do acompanhamento de cuidadores de crianças responsáveis pela administração de antimicrobianos prescritos. O estudo foi prospectivo e descritivo, desenvolvido em uma farmácia comunitária da cidade de Ibiporã-PR, de maio a julho de 2003. A amostra foi de 85 crianças de zero a 15 anos de idade. A maioria dos cuidadores possuía no mínimo oito anos de escolaridade e a administração do antibiótico era realizada pela mãe/pai. Observou-se que para a amoxicilina, administrada entre o 1o e 3o dia, a categoria “nenhuma queixa” foi referida por 83% dos cuidadores, enquanto para a cefalexina, por 70%; entre o 4o e 7o dia, para a amoxicilina foi de 81% e de 86% para a cefalexina. A ocorrência de reações adversas a medicamentos (RAM) foi de 30% para a cefalexina e de 19% para a amoxicilina. No 5o dia 44% das crianças haviam interrompido o tratamento com amoxicilina e 14% com cefalexina. Estes
achados reforçam a necessidade de acompanhamento farmacoterapêutico sistematizado.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v10i2.2006.271