ACOMPANHAMENTO DOS ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS EM ADOLESCENTES INTERNADOS EM CLÍNICA PARA ABSTINÊNCIA DO USO DE CRACK

Cristine Rampelotto, Etiele Sonaglio, Janaína Stein, Cristiane Borba de Oliveira, Luciana Spanholi, Káthia Abreu Domingues, Elisângela Colpo

Resumo


O uso abusivo de drogas pelos jovens tem aumentado nos últimos anos. Os jovens usuários de crack ficam debilitados fisicamente pela dependência química. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi realizar uma avaliação antropométrica com adolescentes em tratamento em clínica para abstinência do uso de crack. Para tanto, realizou-se o estudo em Hospital Público de Santa Maria, RS com adolescentes do gênero masculino. Para a realização da avaliação antropométrica a massa corporal, altura, circunferência do braço (CB) e prega cutânea triciptal (PCT) foram acompanhadas periodicamente, sendo a massa corporal e altura semanalmente e a CB e PCT no início e no final do tratamento. Para estudo estatístico utilizou-se análise não paramétrica e correlação de Spearman rank. Os dados foram considerados estatisticamente significativos para p< 0,05. Foram avaliados 9 pacientes do gênero masculino com idade média de 15,3±1,93 anos. Constatou-se ganho significativo de peso no decorrer das semanas, sendo a primeira semana 55,6±4,9kg e a última com peso de 70,2±7,3kg (p=0,028). Em relação à  área de gordura do braço (AGB) inicial obteve-se média de 10,35±1,8cm e na última semana 19,3±2,02cm, apresentando aumento significativo (p= 0,011). Na área muscular do braço corrigida (AMBc) inicial obteve-se média de 38.07±11cm, na última semana média de 48,2±14,1 (p= 0,008). O estudo demonstrou aumento dos índices antropométricos dos adolescentes, contribuindo para melhora do estado nutricional. O acompanhamento dos adolescentes por meio da avaliação antropométrica realizada pelo nutricionista, além do trabalho interdisciplinar com profissionais psicólogos, assistentes sociais, entre outros, promove uma maior qualidade de vida, contribuindo para uma melhor resposta ao tratamento e um adequado desenvolvimento biopsicossocial.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v14i2.2010.3413