AVALIAÇÃO DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS POR ESTUDANTES DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

Letycia Longhi Scolaro, Diego de Bastiani, Eliane Aparecida Campesatto Mella

Resumo


A depressão é definida como uma síndrome de vários mecanismos patogênicos e etiológicos, oriundos de um déficit de neurotransmissores monoaminérgicos. Estima-se que acometa de 3% a 5% da população geral. Tal doença é facilmente reconhecida por meio de seus sintomas característicos. Indivíduos com quadros depressivos diminuem o rendimento no estudo, no trabalho e em seus afazeres cotidianos. Estima-se que 8 a 15% dos estudantes universitários apresentam algum tipo de transtorno psiquiátrico durante sua formação acadêmica. Atualmente, em nosso sistema social, a juventude pode ser considerada um dos segmentos especialmente sobrecarregados e/ ou desprotegidos, devendo ser prioridade a demanda de esforços para proteção e promoção da saúde. Logo, o objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de antidepressivos por estudantes de uma Instituição Superior. Para tanto, realizou-se um estudo com uma amostra de 368 acadêmicos, admitida partindo-se do total de alunos da Instituição de Ensino Superior, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 5%. O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário probabilístico de auto-preenchimento e os dados coletados foram compilados em um banco de dados do software Microsoft Office Excel 2003 e analisados no software SAS. Dos 368 acadêmicos entrevistados, 9,51% afirmaram fazer uso de antidepressivos. O medicamento mais utilizado foi a fluoxetina, representando 47,22% da totalidade. Comparando os subgrupos químicos terapêuticos utilizados observou-se 69,44% de uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina e 11,11% de uso de Antidepressivos Tricíclicos, no entanto, 19,45% dos entrevistados não sabem qual medicamento utilizam. Os subgrupos químicos terapêuticos utilizados são Antidepressivos Tricíclicos e Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina, sendo que o consumo do último apresenta-se mais elevado, justificado por seu perfil, com maior segurança e tolerabilidade e seu uso está relacionado também a outros distúrbios médicos.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v14i3.2010.3660