ELABORAÇÃO DE BARRAS DE CEREAIS COM INGREDIENTES ALTERNATIVOS E REGIONAIS DO OESTE DO PARANÁ

Taniclear dos Santos Becker, Roberta Letícia Krüger

Resumo


A tendência de consumir mais alimentos nutritivos, no lugar de doces e guloseimas tem levado ao aparecimento de novos tipos de produtos, tais como barras de cereais diversificadas. Dentro dos produtos a base de cereais, as barras podem fornecer importante suplementação de calorias e elementos nutritivos como lipídeos, fibras, proteínas, minerais e vitaminas. Uma alternativa que vem ganhando corpo desde o início da década de 1970 consiste no aproveitamento de resíduos (principalmente cascas e sementes), ou seja, o processo de fabricação de farinhas, a partir de certas frutas como matéria-prima para a produção de alguns alimentos perfeitamente passíveis de serem incluídos na alimentação humana. Desse modo, este trabalho teve por objetivo utilizar ingredientes alternativos na elaboração das barras de cereais, tornando estas mais nutritivas, com propriedades funcionais diversificadas e verificar a aceitabilidade desse produto. Foram desenvolvidas quatro diferentes tipos de barras de cereais com ingredientes alternativos e disponíveis na região, tais como: sementes de abóbora, melão e melancia, e farinha da casca de maracujá. Realizou-se análise sensorial das barras desenvolvidas por uma equipe orientada, para avaliação da aceitabilidade de cada uma das barras de cereais. Assim, determinou-se a composição centesimal de uma das barras por meio das análises físico-químicas de: lipídeos, carboidratos, fibras, minerais, umidade, proteínas e valor calórico. A barra de cereal formulada a partir de produtos alternativos, como sementes e casca de frutas, apresentou baixo valor calórico, apreciáveis quantidades de fibras e proteínas e baixo teor de lipídeos. Além disso, também apresentaram grande aceitabilidade; e devido à introdução de alimentos alternativos como sementes e casca de frutas, tornaram-se um produto mais nutritivo, e com propriedades funcionais diversificadas para serem consumidas diariamente, como lanches.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v14i3.2010.3663