ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR DAS PARASITOSES INTESTINAIS EM ESCOLARES DA MICRORREGIÃO DE SETE LAGOAS-MG

Edina Conceição Rodrigues Pires, Fernanda Pereira Guimaraes, Jordânia Diniz Castanheira, Mariana Verdolin Guilherme Froeseler, Liliane Cunha Campos Mata

Resumo


As doenças parasitárias possuem elevada morbidade e ampla distribuição geográfica conferindo um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Nas crianças, os parasitas intestinais podem provocar um quadro de diarreia e desnutrição, podendo em casos mais graves comprometer o desenvolvimento físico e mental. O objetivo deste trabalho foi avaliar as parasitoses intestinais e a sua associação com estado nutricional e cognitivo das crianças de 5 a 9 anos de idade do ensino fundamental em uma escola municipal na microrregião de Sete Lagoas/MG. Foram realizados exames coproparasitológicos por sedimentação espontânea em 26 crianças. Para avaliação nutricional foram realizadas medidas antropométricas e para avaliação da capacidade cognitiva aplicou-se o teste de Raven. Os resultados parasitológicos apresentaram 34,6% casos positivos, com maior frequência do protozoário Entamoeba histolytica (19,3%). Com relação ao estado nutricional, 19,3% das crianças apresentaram sobrepeso e 6,2% estavam desnutridas. Na avaliação do desenvolvimento cognitivo das crianças, constatou-se que 19% apresentaram Grau I, 28,6% Grau II, 47,6% Grau III, 4,8% Grau IV e nenhuma criança apresentou Grau V, conforme o teste de Raven. Não houve associação entre as parasitoses intestinais e o estado nutricional e a capacidade cognitiva das crianças pesquisadas. Os dados deste trabalho reafirmam a necessidade de programas de educação em saúde para prevenção de infecções parasitárias, uma vez que um terço das crianças avaliadas apresentou-se infectadas por algum tipo de parasita. Por conseguinte, mais estudos devem ser direcionados a fim de determinar a interferência das parasitoses no desenvolvimento físico e intelectual infantil.

PALAVRAS-CHAVE: Enteropatias intestinais. Estado nutricional. Cognição.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v20i2.2016.5295