INFUSÃO CONTÍNUA VERSUS INTERMITENTE DE MEROPENEM NA PRÁTICA CLÍNICA

Bruna Samways Simonato, Gabriella Cinthyane Teixeira, Edirlene Sara Wisniewski Rebecca, Claudia Ross, Ligiane de Lourdes da Silva

Resumo


Analisar as evidências científicas relacionadas ao tempo de administração endovenosa do meropenem na prática clínica. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, retrospectiva, de natureza descritiva, com abordagem quantitativa com destaque para a produção científica de estudos clínicos randomizados, revisão sistemática e meta-análise. As bases de dados utilizadas foram Cochrane e Pubmed. A seleção da amostra foi realizada por dois pesquisadores independentes, utilizou-se instrumento adaptado para verificar o nível de evidência, grau de recomendação e classificação pela escala de Jadad. Foram selecionados 12 artigos referentes à administração endovenosa de forma contínua e intermitente do meropenem. Dos quais nove eram ensaio clínico randomizado, dois eram ensaio clínico randomizado controlado e um meta-análise, destes 11 apresentavam nível II de evidência científica. A maioria dos estudos comparou a infusão rápida, em 30 minutos e/ou 3 horas, seguidos de estudos com administração rápida e/ou 30 minutos em infusão contínua. Os resultados dos estudos apontam que na infusão intermitente, com tempo de administração rápida, o pico da concentração plasmática não é suficiente para garantir eficácia do meropenem. Já, para os estudos que abordaram a infusão intermitente clássica com tempo ≥ 3 horas demonstram que a técnica mantém melhor concentração inibitória mínima, devido à infusão ser prolongada.

 


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