RISCO DAS PLANTAS MEDICINAIS NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO DOS DADOS DE ACESSO LIVRE EM LÍNGUA PORTUGUESA

Letícia Englerth Gorril, Ezilda Jacomassi, Sidney Edson Mella Junior, Paulo Roberto Dalsenter, Arquimedes Gasparotto Junior, Emerson Luiz Botelho Lourenço

Resumo


A gestação é um período único e especial na vida de cada mulher, no qual ocorre uma série de modificações no organismo feminino, tanto do ponto de visto físico como do ponto de vista psíquico, que começam na primeira semana e continuam durante todo o período de gestação. Essas modificações ocasionam uma série de desconfortos (dores musculares, enjoos, vômitos, e constipação) que interferem no estado físico e emocional da gestante. Na busca por aliviá-las muitas gestantes buscam consumir produtos de origem natural por acreditarem que eles não fazem mal. Nessa busca, a crença de que é “natural” é sinônimo de “seguro” tornam o consumo de plantas medicinais atraente para muitas gestantes, que ao consumirem esses produtos, muitas vezes, sem orientação médica ou farmacêutica, acreditam não existir riscos ao embrião/feto e para si mesmas. Isso faz com que o uso medicinal de plantas seja comum na gestação. Porém, existem evidências científicas que muitas substâncias presentes nas plantas medicinais oferecem riscos durante a gestação. Neste contexto, o presente estudo teve por objetivo investigar, por meio de uma revisão de literatura em bases de acesso livre e em língua portuguesa, quais as espécies que podem acarretar algum risco durante a gestação. A literatura disponível para a população em geral evidenciou que diversas espécies são capazes de oferecer risco durante a gestação por apresentarem potencial embriotóxico, teratogênico e abortífero.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v20i1.2016.5515