INCIDÊNCIA DE HANSENÍASE EM MENORES DE 15 ANOS ACOMPANHADOS NO MUNICÍPIO DE IMPERATRIZ, MARANHÃO, ENTRE 2004 E 2010

Ariadne Siqueira de Araujo Gordon, Janildes Maria Silva Gomes, Ana Cristina Pereira de Jesus Costa, Maria Aparecida Alves de Oliveira Serra, Marcelino Santos Neto, Marilia Brasil Xavier

Resumo


Objetivou-se estimar a incidência global e em casos índices de hanseníase e traçar o perfil sócio demográfico em menores de 15 anos no município de Imperatriz, Maranhão. Realizou-se um estudo longitudinal retrospectivo dos casos de hanseníase no município, utilizando-se dados obtidos das  notificações do agravo junto ao SINAN NET. A população do estudo compreendeu 284 casos novos notificados no período entre 2004 e 2010. A análise dos dados utilizou os testes Qui-quadrado de Pearson ou o Exato de Fischer. Evidenciou-se elevados coeficientes de detecção no ano de 2005 (83,38/ 100.000 hab.), incapacidade física no diagnóstico em 2004 (39,62%.) e de contatos examinados (24,44%). Houve predomínio de casos no sexo masculino (51,06%), cor parda (55,65%), faixa etária de 10–14 anos (60,22%) e com escolaridade média de 6–11 anos (59,8%). A maioria das formas clínicas notificadas foi do tipo indeterminada (40,13 %), tendo como predominante o grau de incapacidade física II (21,1 %). Não foram estatisticamente significantes as diferenças proporcionais entre as formas clínicas (p-valor=0,056); ao passo que a escolaridade apresentou associação significativa (p<0,0001) com a ocorrência da doença entre menores de 15 anos de idade. Conclui-se que a hanseníase continua uma doença de fácil disseminação, considerando a frequência de casos novos.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v21i1.2017.6072