PERFIL ODONTOLÓGICO DE PACIENTES INTERNADOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL ONCOLÓGICO DO SUDOESTE DO PARANÁ

Letícia de Freitas Cuba Guerra, Ana Tayline do Santos

Resumo


Durante a permanência na UTI, é comum a ocorrência de alterações bucais relacionadas a doenças sistêmicas ou decorrentes do uso de medicamentos e de equipamentos de respiração artificial, além das já conhecidas alterações orais decorrentes dos tratamentos antineoplásicos. Assim, o objetivo deste estudo foi estabelecer o perfil odontológico dos pacientes internados na UTI de um hospital oncológico do sudoeste do Paraná. Foram avaliados 41 prontuários odontológicos nos quais as variáveis de interesse foram relacionadas à idade, gênero, diagnóstico, ventilação mecânica, presença de dentes, uso de próteses, condições de higiene oral, alterações bucais e intervenções odontológicas. Observou-se que 52,7% dos pacientes tinham entre 61-70 anos, 72,2% eram oriundos de pós-operatório de cirurgia oncológica e apenas 25% estavam sob ventilação mecânica, 66,6% dos pacientes eram dentados e 80,5% faziam uso de algum tipo de prótese. No que diz respeito ao autocuidado com a higiene oral 13,8% dos pacientes eram capazes de realizar a HO sem auxílio, 58,4% necessitavam ajuda e 27,8% não eram capazes de realizar a própria higiene. As principais alterações em tecidos moles encontradas foram ressecamento dos lábios, saburra lingual e candidíase. Foi possível concluir que a inserção do cirurgião dentista capacitado na UTI é de extrema importância, uma vez que a assistência odontológica em UTIs exige o estabelecimento de uma rotina diária de inspeção da cavidade bucal para se identificar alterações da normalidade, assim como a qualidade da higiene bucal do paciente crítico favorecendo sua recuperação.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i2.2018.6111