MORFOMETRIA DO OSSO ESTERNO E SUA CORRELAÇÃO COM O VOLUME PULMONAR

Grasielle Silva Santos, Déborah Borges de Sousa Mendes, Gabriela Parreira Bizinoto, Amanda Braga Munuera, Rogério Silva Santos, Kleber Fernando Pereira, Ana Claudia de Laet Segantine, Cláudio Silva Teixeira

Resumo


Este estudo teve por objetivo desenvolver um modelo matemático que a partir da extensão do osso esterno fornecesse o tamanho do pulmão compatível para o receptor. Foram coletadas as medidas antropométricas do tórax de 250 indivíduos, através de exame de tomografia computadorizada. Os resultados apontam que a medida do osso esterno (distância da incisura jugular até processo xifóide) apresenta correlação positiva com todas as outras medidas do tórax (medida ântero-posterior e látero-medial entre II e III costela, e ápice à base de ambos os pulmões). Entretanto, o volume pulmonar e sua relação com o osso esterno apresentam discrepâncias quando analisados sob a correlação de Pearson, pois a relação entre a medida da incisura jugular ao processo xifóide e a medida do ápice à base do pulmão direito e esquerdo, apresenta correlação positiva média (0,31-0,6). Já a medida da incisura jugular ao processo xifóide com a medida ântero-posterior e látero-medial do tórax, apresenta correlação significativa baixa (0-0,3). Então, a análise estatística da correlação de Pearson demonstrou ser inviável o desenvolvimento da fórmula, pois esta não seria confiável já que funcionaria para cerca de apenas 39% dos pacientes. Assim, o melhor método para determinar o doador para o transplante, continua sendo a análise de fatores de risco, a capacidade vital forçada do doador e receptor com estatura maior do que a do doador.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i2.2018.6175