PERFIL DE SENSIBILIDADE DE Candida albicans FRENTE AO FLUCONAZOL ISOLADOS DE DIFERENTES SÍTIOS ANATÔMICOS

Kely Marcia Girelli, Volmir Pitt Benedetti

Resumo


O gênero Candida compreende leveduras redondas ou ovaladas que acarretam em uma diversidade de infecções que recebem o nome de candidíase. O curso dessas infecções depende muito do sistema imunológico do indivíduo. Candida albicans é a principal espécie envolvida em infecções no ser humano. Estudos indicam que esta espécie é responsável por 60% dos isolados de amostras clínicas. As infecções fúngicas causadas por leveduras do gênero Candida são frequentemente tratadas com antifúngicos azólicos, principalmente, o fluconazol. A resistência a agentes antifúngicos, como a que acontece com o fluconazol, pode ter diferentes origens, dentre elas cita-se a alteração da enzima alvo, que por consequência diminui a ligação do fármaco, redução dos efeitos tóxicos da droga, aumento da quantidade de enzima alvo ou também pela acumulação intracelular da droga. Neste contexto, esta pesquisa avaliou o perfil de sensibilidade de isolados de Candida albicans frente ao fluconazol, com diferentes grupos de pacientes e diferentes sítios anatômicos. A avaliação da suscetibilidade das leveduras com determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) ao fluconazol foi realizada utilizando - se o E-test em ágar Mueller-Hinton suplementado, seguindo o documento M44-A2, do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Os critérios para a classificação dos padrões de suscetibilidade seguiram o documento M27-A3. Nesta pesquisa foi constatado que 100% dos isolados de Candida albicans eram sensíveis ao fluconazol e que não houve diferença estatística nos valores de CIM, quando confrontado ao gênero, faixa etária, tipo de paciente, a única diferença encontrada nos valores de CIM, ocorreu quando se comparou ao sitio anatômico, pois os isolados de corrente sanguínea apresentaram os maiores valores de concentração inibitória mínima frente ao fluconazol.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i3.2018.6498