ATIVIDADES GERENCIAIS DO ENFERMEIRO NO MONITORAMENTO DAS VISITAS DOMICILIARES DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

Graziela Regina Machado de Souza Ribeiro, Bianca Carvalho da Graça, Vagner Ferreira do Nascimento, Thalise Yuri Hattori, Josué Souza Gleriano, Ana Cláudia Pereira Terças-Trettel

Resumo


O monitoramento do processo de trabalho da equipe de saúde pelo gestor local é uma estratégia para a democratização das ideias e ações, objetivando a transformação do modelo assistencial hegemônico, pois perpassa a função administrativa e integra o gerenciamento por meio do estímulo à liderança do enfermeiro. Buscou-se analisar as atividades gerenciais do enfermeiro no monitoramento das visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado com 14 enfermeiros atuantes na Estratégia Saúde da Família de município de médio porte de Mato Grosso, cuja coleta de dados deu-se em maio de 2017, sendo esta composta por entrevista individual e preenchimento de ficha de coleta de dados contendo questões semiestruturadas, que foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo. Evidenciou-se a caracterização positiva do curso pelos enfermeiros, os quais relataram seu impacto na rotina da Atenção Básica. Os agentes mostraram-se mais comprometidos e compreensivos em relação aos benefícios de sua atuação e supervisão do enfermeiro, que desempenha o acompanhamento em visitas, verificação de registros, sistemas eletrônicos e reuniões mensais com a equipe. Foram apontados ainda alguns desafios a serem superados, como a sobrecarga de trabalho, burocratização dos serviços e falta de suporte dos gestores e instrumento norteador. Pode-se concluir que as atividades gerenciais do Enfermeiro em relação ao trabalho dos agentes comunitários de saúde necessitam estar alicerçadas em políticas públicas que visem apoiar as práticas cotidianas, promovam as atualizações multiprofissionais e possibilitem que processo de trabalho de atenção básica seja de qualidade e possa impactar na qualidade de vida das populações adstritas.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i3.2018.6559