LEISHMANIOSE E PLANTAS MEDICINAIS: UMA REVISÃO

Mardjori Andrade Hellmann, Eli Danieli Marchesan, Leonardo Garcia Velasquez

Resumo


A leishmaniose, segundo a Organização Mundial de Saúde, é uma das mais negligenciadas doenças tropicais re-emergentes, sendo reportada em várias partes do globo. Diante das dificuldades encontradas com as drogas disponíveis no mercado atualmente, como a elevada toxicidade e, em alguns casos, resistência por parte do parasito, inúmeras pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de encontrar novas alternativas para o tratamento da leishmaniose. Nesse contexto, chama-se a atenção para o foco em compostos oriundos de plantas, as quais podem apresentar moléculas que tragam bons resultados no futuro. O objetivo de presente trabalho foi o de realizar uma revisão bibliográfica sobre produtos naturais utilizados em pesquisas com Leishmania como potenciais agentes utilizados como forma de tratamento contra o referido parasita. Foram analisados artigos científicos publicados nos últimos 5 anos nas bases eletrônicas de dados indexados na base de dados da LILACS, PubMed e ScienceDirect, utilizando os descritores em português “plantas medicinais”, “leishmania” e seus correspondentes em Inglês. Selecionaram-se 61 artigos de estudos científicos, oriundos de 17 países, a maioria realizada no Brasil e Índia. Com base nos mecanismos de ação propostos pelos autores dos trabalhos realizados com amastigotos de Leishmania, grande parte está associada com estresse oxidativo na célula e com alterações no ambiente do macrófago, criando espécies reativas que funcionam como microbicidas. É possível que um composto ativo de uma planta tenha mais de um alvo na célula, sendo capaz de interferir de diferentes maneiras, dependendo do tipo celular e dos alvos disponíveis. As vantagens da utilização da fitoterapia incluem o baixo custo, baixa incidência de efeitos colaterais e sua efetividade. Além disso, é importante que sejam consideradas as espécies vegetais disponíveis no local, visando à diminuição nos custos do fitoterápico.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i3.2018.6921