Acesso a Medicamentos Anti-Hipertensivos em Unidade Básica de Saúde em Maringá - Paraná

Raquel Soares Tasca, Darli Antônio Soares, Roberto Kenji Nakamura Cuman

Resumo


Neste trabalho foi caracterizado o perfil dos usuários e o acesso a fármacos anti-hipertensivos (FAH) em Unidade Básica de Saúde no município de Maringá-Paraná. Este estudo foi realizado durante três meses no Núcleo Integrado de Saúde (NIS) -II- Mandacaru. Dos 429 usuários de FAH entrevistados, 65,7% eram do sexo feminino e, 31,3% dos indivíduos encontravam-se na faixa etária de 60-69 anos. Para o sexo feminino, a faixa etária de maior prevalência foi a de 50-69 anos (40,4%) e para o sexo masculino foi a faixa etária de 60-79 anos (18,9%). A necessidade do medicamento foi o motivo da consulta para 80,3% dos entrevistados. Dos usuários de FAH, 88,4% eram analfabetos, com ensino fundamental completo ou incompleto; e 87,8% tinham renda per capita mensal de 0-1 salário mínimo. A maior freqüência de prescrição foi para diuréticos (48,1%), sendo a hidroclorotiazida 41,7%. O acesso à medicação prescrita foi apenas parcial (59%). O local de acesso principal foi o NIS II - Mandacaru (87,2%), seguidos da farmácia comercial (6,1%) e o Centro Regional de Saúde (2,1%). O uso regular de FAH correspondeu a 74,6% dos entrevistados; sendo que 3,0%, consultam, levam a medicação quando há disponibilidade no NIS, mas não utilizam o medicamento. Dos que não utilizam a medicação 2,3% são do sexo feminino; e 0,7% do sexo masculino. Os dados obtidos permitem caracterizar o perfil dos usuários e avaliar o acesso a fármacos anti-hipertensivos na rede pública de saúde no NIS II - Mandacaru, no município de Maringá - Paraná.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v3i2.1999.957