PREVALÊNCIA, ASPECTOS CLÍNICOS E ANATOMOPATOLÓGICOS DE PARAGANGLIOMA DE CORPO AÓRTICO E CAROTÍDEO EM CÃES

Rodrigo Supranzetti de Rezende, Duvaldo Eurides, Humberto Eustáquio Coelho, Moacir Santos Lacerda, Renato Linhares Sampaio, Laryssa Costa Rezende, Cayque Emmanuel de Oliveira

Resumo


Os paragangliomas ou quimiodectomas são neoplasias de quimiorreceptores, de crescimento lento e de comportamento frequentemente benigno, que ocorrem na base do coração, são incomuns, podendo ocorrer em cães e raramente em gatos e bovinos. A avaliação radiográfica e ultrassonográfica contribuem no diagnóstico do paraganglioma de corpo aórtico e carotídeo em cães, sendo necessárias maiores investigações semiológicas devido aos sinais clínicos inespecíficos. O Objetivo do presente artigo é relatar a ocorrência de paraganglioma de corpo aórtico e carotídeo em cães no período de 2004 a 2015 no hospital veterinário da Universidade de Uberaba, destacando-se os sinais clínicos, raça, idade, sexo e presença de metástases. Em um total de 225 exames histológicos de coração e vasos da base cardíaca realizados neste período, cinco cães (2,22%) foram diagnosticados como portadores de paraganglioma, sendo que duas (40%) eram fêmeas e três (60%) machos. A idade média de ocorrência foi de 10,4 ± 4,72 anos, não sendo observada uma predileção racial. Os paragangliomas de corpo aórtico representaram quatro (80%) dos tumores, enquanto os de corpo carotídeo representaram apenas um (20%). Os sinais clínicos foram variáveis por estarem relacionados com a compressão vascular local, com o comprometimento dos órgãos afetados e pela congestão venosa, com consequente aumento da pressão hidrostática e extravasamento de líquido para a cavidade torácica. Salienta-se que em um cão desenvolveu metástase hepática. Apesar da ocorrência incomum o paraganglioma deve ser incluído na lista de diagnósticos diferenciais de cardiopatia em cães.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v20i3.2017.6278