ESTABILIDADE DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO EXTRATO DE Pluchea sagittalis (LAM.) Cabrera FRENTE A MICRORGANISMOS CAUSADORES DA MASTITE BOVINA

Gabriela Berguenmaier de Olanda, Gilberto Antônio Peripolli Bevilaqua, Luiz Filipi Damé Schuch, Luciana Souza Prestes, Ricardo Batista Job

Resumo


O uso das plantas medicinais na prevenção e tratamento da mastite bovina vem apresentando resultados promissores no que tange os sistemas de produção agroecológicos. Nesse contexto, a planta Pluchea sagittalis (Lam.) Cabrera evidencia-se como importante espécie devido aos seus efeitos antimicrobianos. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar extratos da espécie P. sagittalis, elaborados em diferentes anos, frente a 10 microrganismos promotores da mastite bovina. A avaliação antimicrobiana foi através da técnica da microdiluição em calda, em microplacas de 96 orifícios em triplicata, para a determinação da CBM (%). Nas microplacas, foram colocados os extratos de P. sagittalis e os inóculos das bactérias, além do controle de crescimento das bactérias e dos extratos, que foram incubadas por 72 horas a 37°C em estufa. Após esse período, alíquotas de 5µL de cada orifício foram transferidas para placas contendo meio ágar sangue desfibrinado de equino à 5% e mantidos em incubação por 24 horas, na mesma temperatura anterior. Com isso, foram realizadas as leituras do crescimento para a determinação da CBM (%). Para análise dos dados, utilizou-se o Teste de Kruskal-Wallis, método de Simes-Hochberg, ao nível de 5% de significância. Como resultados, o extrato de P. sagittalis manteve a estabilidade de seus compostos por pelo menos um ano de armazenamento. Os extratos preparados em diferentes anos apresentaram a mesma ação farmacológica e ação bactericida sobre S. aureus, S. intermedius, S. hyicus, S. dysgalactiae, S. uberis e S. agalactiae, nas condições de teste deste trabalho.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v22i1.2019.6483