RESISTÊNCIA DO Staphylococcus aureus À ANTIMICROBIANOS: DA SUINOCULTURA À SAÚDE PÚBLICA

Késsila Rodrigues da Silva, Flavia Karollyne Savoldi, Jaqueline Bruna de Melo, Roberta Ogawa, Gustavo Ratti da Silva, Francislaine Aparecida dos Reis Livero

Resumo


No cenário agroindustrial brasileiro a cadeia suinícola vem se destacando cada vez mais. A inserção no mercado internacional e as novas tecnologias aplicadas na prática de produção de suínos tem grande importância na economia do país. No entanto, algumas bactérias oportunistas estão presentes nas regiões nasais de suínos, sendo responsáveis por diversas alterações clínicas na suinocultura. Um dos principais patógenos que acomete esta espécie é o Staphylococcus aureus, responsável também por infeções nos seres humanos. O S. aureus possui características de virulência e resistência a diversos antibióticos, em especial à oxacilina, um antibiótico pertencente ao grupo β-lactâmicos com ampla escala de utilização. A resistência do S. aureus a oxacilina está interligada a vários fatores, como a presença do gene mecA, que codifica a produção de uma proteína ligante e assim diminui a afinidade e a sensibilidade à ação de compostos antimicrobianos β-lactâmicos. O uso errôneo de antibióticos é um dos fatores responsáveis por cepas resistentes e, a adição de melhoradores de desempenho nas rações de suínos, com a adição de antibióticos de forma preventiva pode favorecer e aumentar a existência de cepas multirresistentes, agravando ainda mais os dados já obtidos em pesquisas. A seleção destes genes resistentes causa preocupação à saúde coletiva, uma vez que indivíduos que tiveram contato com suínos e moradores residentes próximos as granjas apresentam cepas resistentes de S. aureus. Assim, a utilização de antibióticos de forma correta é fundamental para a redução dos índices de resistências à antibióticos.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v21i4.2018.7338