Alterações morfológicas nos órgãos genitais de cães e gatos provenientes de vilas rurais da região de Umuarama-PR

Patrícia Franco Gonçalves Previato, Adalgiza Pinto Neto, Pedro Ribas Werner, Alexandra Acco, Marcelo Falci Mota, Aristeu Vieira da Silva, Jeferson Ferreira da Fonseca

Resumo


Enfermidades nos órgãos reprodutivos de cães e gatos têm variados graus de morbidade, mortalidade e sofrem infl uências do histórico reprodutivo, de tratamentos farmacológicos prévios e de condições ambientais, podendo assim haver variações regionais na incidência de determinadas anormalidades reprodutivas. O objetivo deste estudo foi fazer um levantamento da incidência das alterações morfológicas nos órgãos genitais de cães e gatos provenientes de Vilas Rurais da região de Umuarama, associar a freqüência de cada alteração à espécie, sexo, uso de contraceptivo e número de partos e discutir as principais alterações encontradas. Foram examinados os órgãos reprodutivos de 208 animais, assim distribuídos: 36,06% eram cadelas, 33,65% cães, 14,90% gatas e 15,38% gatos, todos sem raça defi nida e idade variando de um mês a 10 anos. Dos animais examinados, 9,13% apresentaram alterações, classifi cadas como hiperplasia cística do endométrio (5,29%), endometrite (0,96%), retenção de placenta (0,48%), fi brose endometrial (0,48%), degeneração testicular (0,96%), hipoplasia testicular (0,48%) e hemangiossarcoma no pênis (0,48%). Ao se agruparem as alterações, não se observou associação entre freqüência de alterações e espécie (P>0,05), sendo 10,30% e 6,30% para alterações nas espécies canina e felina, respectivamente. No entanto observou-se associação (P<0,05) entre freqüência de alterações e sexo, sendo que 14,15% estavam presentes em fêmeas e 3,90% em machos. Animais velhos apresentaram maior freqüência de alterações nos órgãos genitais (P<0,05) do que animais jovens. A freqüência de alterações não se associou ao uso de contraceptivo, à presença de gestação e ao número de partos, embora se tenha observado maior número de alterações patológicas em fêmeas que já haviam parido.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v8i2.2005.46