Brinquedoteca: espaço de formação de educadores

Eliana Maria Magnani, Maria Inês Flores Refosco, Nelca Hilda Sperb Pegoraro, Raquel Chiara Hillebrand, Solange Terezinha da Silva

Resumo


Este trabalho revela o processo de formação, de educadore(a)s brinquedistas,
desde a universidade até o momento em que atuam como profi ssionais,
numa instituição assistencial conhecida como “Casa de Maria”, a qual abriga, no
contraturno, 370 meninas de sete a dezessete anos de idade, encaminhadas pelo
Ministério Público ou pela própria comunidade. Esta instituição tem como proposta
oferecer às meninas várias atividades dirigidas, como: corte e costura, pintura,
música, dança, informática etc. A fi nalidade é contribuir para o desenvolvimento
dessas meninas, suprindo algumas necessidades individuais e sociais. Entretanto,
estudos revelam que as atividades livres também são necessárias, pois contribuem
para a resolução de confl itos ocasionados por diferentes fatores: internos e externos
de cada indivíduo e, que precisam de espaço para serem manifestados e trabalhados.
Devido a isso, a universidade implantou na “Casa” uma brinquedoteca, espaço
destinado à brincadeira espontânea, onde as crianças podem brincar do que e como
querem. As brincadeiras são organizadas em cantos, através dos mais variados
jogos ( faz-de-conta, regras, motor...). Enquanto as meninas brincam, as educadoras
podem, quando solicitadas, entrarem na brincadeira, observar e/ou anotar as
necessidades de cada criança/jovem para, posteriormente, atendê-las. Para isso, as
educadoras recebem orientação de um grupo de pessoas que atuam num projeto do
curso de Pedagogia, “Laboratório de Aprendizagem: Brinquedoteca”, da Universidade
Paranaense. Esse projeto oferece a toda a equipe da “Casa de Maria”, em
especial às pedagogas, um acompanhamento psicopedagógico, a partir de estudos
teórico-prático sobre a importância do brincar/jogar, para o desenvolvimento e para
a aprendizagem da criança/jovem/adulto. Até o momento é possível dizer-se que
a formação dos educadores/brinquedistas é um processo longo e complexo e os
mesmos precisam (re) aprender a brincar/jogar, com acompanhamento constante
de profi ssionais especializados. Desta forma, poderão (re)ver as suas práticas e
fi nalmente contribuir com mudanças signifi cativas em qualquer contexto.

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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v3i2.2003.182