A PUNIÇÃO AO ERRO COMO REPRESSOR DA ATIVIDADE CRIADORA

Patrícia Gonçalves, Tânia Stoltz

Resumo


De que forma a punição ao erro pode limitar o potencial criador dos estudantes, que dentro dos espaços escolares não encontram apoio e incentivo para desenvolverem seu potencial? É o que pretende discutir o presente artigo que, para tanto, utilizará como metodologia uma revisão bibliográfica fundamentada em teóricos da filosofia e da educação que se debruçaram sobre os temas punição e criatividade. Estes autores afirmam que, dentre outros problemas, a punição ao erro é um impeditivo à atitude criadora, considerando que em momentos em que os estudantes estão tentando criar uma nova forma de resolver seus problemas ou apresentar algo novo e cometem erros, a punição rigorosa por não terem seguido o modelo proposto por seus professores, pode ser entendia como um ato de repressão da criatividade. Professores que punem o diferente veementemente, limitando a capacidade criadora do estudante e reprimindo seu potencial dito como extravagante, inapropriado e até mesmo errado, cerceiam a sua potencialidade, que além de não ser desenvolvida, é reprimida dentro de alguns modelos da atual estrutura educacional. Também apresentaremos uma análise destas dificuldades vivenciadas pelos estudantes, seguida de considerações de alguns autores que desenvolvem pesquisas atuais acerca da importância do estímulo à criatividade para o desenvolvimento desta potencialidade, que, como veremos, é um diferencial no exercício profissional.


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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v20i1.2020.7323