ABORDAGEM DOS MODELOS DE MUDANÇA CONCEITUAL E PERFIL CONCEITUAL EM PESQUISAS SOBRE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES EM CIÊNCIAS E EM MATEMÁTICA

Tania Teresinha Bruns Zimer, Sérgio Camargo, Jaquelini Rocha Simão Cubos

Resumo


O contexto de pesquisa em que este estudo se insere é o da formação inicial de professores e tem como objetivo identificar de que modo modelos de mudança conceitual são abordados em pesquisas dessa temática. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica no banco de teses e dissertações da CAPES, utilizando-se para a busca as seguintes palavras-chave: perfil conceitual, evolução conceitual e mudança conceitual. Foram selecionados quinze trabalhos sobre formação de professores e, destes, analisados oito que se referiam à formação inicial de professores em Matemática, em Física, em Química e em Biologia. Como se trata da formação inicial de professores constatou-se que na maioria das pesquisas, o vínculo com o curso de licenciatura ocorreu por meio de uma disciplina obrigatória da grade curricular e dentre essas disciplinas, a maior ocorrência está naquelas que tratam da prática de ensino, mais especificamente, o estágio. Os modelos de mudança conceitual foram adotados nesses trabalhos ora para a organização de uma proposta de ensino ou como meio para descrever, caracterizar as concepções de futuros professore em relação a um determinado conceito. Nesse sentido, o Perfil Conceitual é a referência teórica presente entre a maioria dessas pesquisas. Nos processos de ensino, o trabalho em sala de aula tem como fio condutor desencadear o estudo de um novo conhecimento após a ativação das concepções prévias que o futuro professor evidencia a respeito de certo conceito. Desse modo, o questionário é o instrumento que mais foi utilizado para o registro das concepções no início do trabalho de campo e atividades que possibilitam interações discursivas e reflexões foram as estratégias de ensino mais utilizadas pelos professores pesquisadores.

 

Palavras-chave: Concepções; Evolução Conceitual; Estratégias; Prática de Ensino; Aprendizagem da Docência.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v20i1.2020.7468