UMA NAÇÃO MODERNA SOB O OLHAR DE MONTEIRO LOBATO

Michele de Oliveira Jimenez, Mauricio Cesar Menon

Resumo


Monteiro Lobato sempre foi um entusiasta em relação ao progresso e à modernidade. Isso muito se deve à viagem feita por ele aos Estados Unidos, país no qual reconheceu, já no começo do século XX, o projeto de uma grande nação. Nacionalista ao extremo, Lobato pensa em incentivar as autoridades brasileiras a pensarem também na projeção de um grande Brasil, rico e independente econômica e culturalmente. A maioria das tentativas não logrou êxito, pois esbarrou nos interesses escusos de uma minoria que sempre lucrou à custa da pobreza e da ignorância do povo. Os ideais, muitas vezes frustrados, todavia, permaneceram para sempre na construção de sua obra. O autor reproduz, em seus livros, seu espírito pragmático e o sonho de um dia ver seu país tão amado, desenvolvido e rico como os Estados Unidos. Para tanto, em algumas de suas obras ele estabelece um intercâmbio entre o país modelo e o Sítio de D. Benta, para que, dentro da República dos Picapauzinhos, a modernidade se desenvolva, fazendo com que o protótipo de Brasil prospere tanto e quanto o modelo que foi seguido. Lobato prova, desta maneira, que é possível que um país essencialmente agrícola, como era o Brasil de sua época, se desenvolva e se firme economicamente como um país de primeiro mundo, já que as inovações propostas por ele começam no campo, propriamente em um sítio.

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DOI: https://doi.org/10.25110/akrópolis.v16i1.2314