A VIVÊNCIA DE FINITUDE NO CONTEXTO DOS CUIDADOS PALIATIVOS EM SITUAÇÃO TERMINAL DE VIDA: APLICAÇÕES DO EXISTENCIALISMO SARTRIANO EM PSICOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.25110/akropolis.v32i2.2024-11805Palavras-chave:
Existencialismo, Psicologia existencial, Finitude, MorteResumo
A proposta deste presente artigo se apresenta como uma revisão bibliográfica acerca do processo de morte, no contexto da vivência de finitude em situação de terminalidade, recorrendo ao arcabouço teórico da filosofia existencialista sartriana e às possíveis atuações da psicologia com sujeitos em situação de adoecimento terminal. O objetivo desta investigação é refletir sobre essas contribuições da filosofia existencial considerando o contexto hospitalar da psicologia e as vivências de finitude experienciadas pelos pacientes oncológicos nele inseridos. Os estudos sobre a ontologia fenomenológica sartriana tem possibilitado a aplicação das noções de liberdade, facticidade, contingência, corporeidade e morte presentes em contexto ontológico, mas que estão intencionadas para as reflexões no campo da psicologia hospitalar em contexto de morte terminal. A vivência da finitude, entendida como a condição de contingência presente na existência, é manifestada na vivência da doença como a ruptura com o campo de possibilidades e com o futuro, a qual lança o sujeito para uma possível revisão do projeto de ser, tendo em vista possibilidade concreta de morte na situação de fim de vida.
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