Flânerie e Badaud na contemporaneidade: uma análise do comportamento de Júlia de Sousa e Carlos Ventura, personagens de Sem Nome, de Helder Macedo

Juliana Raguzzoni Cancian

Resumo


O presente artigo inicia com uma discussão acerca da modernidade enquanto período histórico de transformação política, econômica e social; e do modernismo, como representante dessas mesmas transformações no âmbito do espírito, da cultura, da arte e do pensamento. Essas primeiras noções serão tomadas, sem que se desconsidere o que para muitos é a chamada pós-modernidade, não com o intuito de fi xar posições e demarcações rígidas, mas de entender e qualifi car o tempo moderno em que vivemos e do qual surgem, a cada dia, mais e mais composições literárias. As características da fl ânerie e do badaud serão também abordadas no contexto moderno, para posteriormente serem transpostas aos dias de hoje, a partir da análise do comportamento de dois personagens de Sem Nome (2005) de Helder Macedo, a protagonista Júlia de Sousa e seu colega de trabalho, o jornalista Carlos Ventura. Pretende-se, com isso, visualizar os tipos fl âneur e basbaque nesse romance, como parâmetro para entendermos que o homem social do século XXI ainda se relaciona ora com um, ora com outro tipo. O pano de fundo da narrativa macediana é a Portugal de 2004, com resquícios ainda vivos dos tempos da ditadura Salazarista.


Texto completo:

PDF


Esse periódico está licenciado sob uma Licença Creative Commons CC BY 4.0

https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR