CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS EM “QUARENTA DIAS” (2014), DE MARIA VALÉRIA REZENDE

Mayara Stéphanie Barbieri dos Santos

Resumo


Este artigo traz uma proposta de análise do livro “Quarenta Dias” (2014), de Maria Valéria Rezende, com escopo na questão do exílio e identidade da personagem principal, Alice. Nosso objetivo foi buscar entender alguns dos processos de construção de identidade a partir do exílio de Alice, pensando nos aspectos que impulsionam suas mudanças e as diferenças que podem ser observadas nela entre o começo de sua jornada e o final. Analisamos suas escolhas e comportamentos baseados em teóricos como Said (2003) e Nouss (2016) em relação ao exílio e o sentimento de exiliência, Bauman (2005), Reis (2015) e Silva (2009) no que toca as construções identitárias e, ainda, Veiga (2012), a respeito da mulher de meia-idade e sua identidade social. Aportados nesses estudiosos, pudemos verificar o caráter inconclusivo dos processos de construção identitária, o que pode ser visto na personagem de Alice, que, podemos apenas conjecturar, continua a construir-se e desconstruir-se, em um processo infinito de identidades.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25110/akropolis.v27i2.7613