Características reprodutivas de Didelphis albiventris Lund, 1840 (Mammalia-Marsupialia) na região metropolitana de Curitiba, Paraná, Brasil

Andréa Carla Costa da Cruz, Tereza Cristina Castellano Margarido

Resumo


O estudo do gambá-de-orelha-branca, Didelphis albiventris, foi realizado em área urbana, na região metropolitana de Curitiba, Paraná, Brasil, no período entre março de 1995 e março de 1996. Foram analisados 120 indivíduos adultos, dos quais selecionaram-se as fêmeas com filhotes, totalizando 17 ninhadas. Para os adultos, foram utilizados os dados biométricos registrados no Museu de História Natural Capão da Imbuia. O verão foi a estação em que houve maior ocorrência de gambás e o outono a menor. A proporção sexual encontrada foi de 1:1 registrando-se, para os adultos, 52,5,0% machos e 45,0% fêmeas (2,5% - sem identificação de sexo) e, para os filhotes, 45,8% machos e 54,2% fêmeas. As características biométricas foram analisadas em 118 filhotes, registrando-se peso, comprimento total e da cauda e largura e comprimento da cabeça. Estimou-se a idade dos filhotes de 25 a 75 dias de vida, a partir de suas características externas. As fêmeas apresentaram filhotes nos meses de abril, agosto, setembro, outubro e novembro/95 e janeiro/96, com o pico dos nascimentos ocorrendo em setembro. A primavera foi a estação com maior número de filhotes e o outono a estação com menor número. A média por ninhada foi de 6,94 indivíduos, com amplitude variando de um a 17 filhotes. A fêmea mais pesada, com 2,600 g, foi a que apresentou 17 filhotes e a mais leve pesou 980 g, com nove filhotes. Nos filhotes não foi constatado dimorfismo sexual nas análises da relação largura e comprimento da cabeça, assim como na relação peso e comprimento total.

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