Uma interpretação da evolução do proálcool com base na teoria da auto-organização

Pery Francisco Assis Shikida, Matthias Schmidt

Resumo


Este trabalho analisa a evolução do PROÁLCOOL (de 1975 a 2000)
à guisa da Teoria da Auto-Organização. Com este propósito, são expostos os “prós” e “contras” desse Programa comparando-os com referência ao particular
critério de decisão a que esta Teoria alude. Este critério foi modificando-se de
acordo com a evolução do PROÁLCOOL e de seus eventos importantes, mediante
interações entre os próprios elementos caracterizadores do PROÁLCOOL.
Como corolário, a crise do petróleo gerou um “gargalo” no processo produtivo,
propiciando um ambiente favorável ao surgimento de alternativas energéticas. A
crise da agroindústria canavieira favoreceu a “orquestração” de interesses e levou
o Brasil a optar pelo PROÁLCOOL. Na segundo fase (1980-1985), evidenciouse
o aprofundamento do “gargalo”, provocado pela segunda crise do petróleo,
propiciando um ambiente favorável para o lançamento do álcool hidratado. De
1986 a 1995, passou-se de um período de desaceleração do crescimento à crise do
PROÁLCOOL. O “gargalo”, oriundo da crise do petróleo, desapareceu. A fase de
crise e rearranjo (1996-2000) apresentou sinais de recuperação do PROÁLCOOL.
Mesmo assim, nessa fase, o ambiente em que o sistema interagiu não foi, de todo,
favorável ao PROÁLCOOL. Atualmente, para o Programa é importante centrar
atenção na redução de custos, no desenvolvimento de tecnologia nova e é preciso
avançar em um melhor aproveitamento dos subprodutos derivados da cana-deaçúcar.

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DOI: https://doi.org/10.25110/receu.v5i2.295