A ONTOLOGIA E O TRANSCENSCENDENTAL: UM ESBOÇO

Elnora Maria Gondim, Osvaldino Marra Rodrigues

Resumo


A Ontologia teve diversas mudanças quanto à forma de definir o seu objeto: o Ser. As mais importantes são: (i) o problema da arché dos pré-socráticos; (ii) Platão, quando vai inquirir sobre o que há de imutável e verdadeiro no ser, a ousía; (iii) Aristóteles, que tem como objetivo maior pôr as idéias de Platão nas coisas da experiência sensível; (iv) a filosofia moderna e sua preocupação metodológica, cujas questões prioritárias são um método seguro para a filosofia universalmente válido, enfatizando a subjetividade; (v) Kant e sua tentativa de resgatar a Metafísica, restabelecendo o conhecimento racional ou a priori, iniciando uma nova maneira de propor os problemas filosóficos, o caráter transcendental das coisas. No pensamento do século XX, a filosofia kantiana ainda se faz presente. Portanto, não se pode mais falar em uma metafísica do tipo que busca “o Ser enquanto Ser”, mas a fundamentação última das coisas a partir do “como”. Após a filosofia kantiana, e baseada nela, surgiram várias formas de pensamento como, por exemplo, a filosofia analítica e a fenomenologia, todas tendo o transcendentalismo de Kant como fonte de influência.

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