Imaginário e Cultura: um estudo sócio-antropológico

Adrian Alvarez Estrada

Resumo


Segundo as posições de Mauss e Herkowitz, nas organizações educativas todo grupo social educa e organiza o comportamento. Considerando que a realidade é uma construção, melhor, uma projeção de redes de leitura de cada grupo humano (mapping), a culturanálise de grupos é o estudo e levantamento, para posterior eventual intervenção para mudanças, desses mapas de realidade e consciência de grupo, ou seu imaginário e/ou cultura específicos. Segundo Anzieu, todo grupo agrega seus elementos num trabalho em torno de um “pólo técnico” (ou praxeológico) e em torno da afetividade que circula subterraneamente no “pólo fantasmático”; assim, o primeiro representa as atividades do grupo, ao passo que o segundo envolve a afetividade do grupo e suas manifestações fantasmáticas. Portanto há duas dimensões da culturanálise de grupos: a cultura patente e a cultura latente. A cultura patente identifica-se com as formas estruturadas da atividade grupal, ou seja, a presença da cultura como códigos e normas; a cultura emergente compreende-se como o “plasma da significância”, ou seja, a presença da cultura através de imagens simbólicas portadoras de conteúdos conscientes e insconscientes; a cultura latente é a presença da dimensão do inconsciente ou da “zona obscura da cultura”.

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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v3i1.2003.856