O DIÁRIO DE ANNE FRANK E A BANALIDADE DO MAL EM HANNAH ARENDT: OLHARES FEMININOS SOBRE OS HORRORES DO HOLOCAUSTO

Claudia Karina Ladeia Batista, Mateus Magalhães da Silva

Resumo


Muitos são os relatos do holocausto conhecidos em todo o mundo. Parte deles resultam da análise pós-guerra, feita por cientistas políticos, cientistas sociais, jornalistas e historiadores. Parte advém da versão dos algozes em depoimentos tomados quando de seus julgamentos, como o caso mais famoso e emblemático conhecido – o julgamento de Adolf Eichmann, nazista integrante da SS e responsável pelo embarque de milhões de judeus em trens rumo aos campos de extermínio. O conhecimento dos horrores da perseguição a negros, judeus, ciganos e outras minorias também veio a púbico por relatos emocionados de sobreviventes. Mas a versão que ganhou o mundo e deu visibilidade ímpar à odiosa articulação de extermínio liderada por Hitler veio pela mão de uma vítima. Uma menina judia que retratou o cotidiano durante a guerra e não sobreviveu para ver o seu fim. O presente artigo tem por objetivo a análise da obra “O diário de Anne Frank” com o propósito de trazer à discussão o olhar da jovem autora sobre o nazismo, a partir de suas vivências contemporâneas ao holocausto. O artigo pretende ainda apresentar uma outra visão feminina, mais madura e refletida sobre o holocausto. Assim, em breves linhas, analisa o olhar da filósofa e jornalista Hannah Arendt, manifestado na obra “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”, escrito posteriormente à queda do terceiro Reich. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica desenvolvida mediante emprego do método dedutivo, espera-se apresentar ao leitor a dicotomia e as intersecções de visões de duas mulheres que, apesar de idades, formações e experiências muito distintas, dedicaram-se a relatar os horrores do holocausto.


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DOI: https://doi.org/10.25110/rcjs.v23i2.2020.8464

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