A Criança com Encefalopatia. Onde Fica a Família?

Deise Helena Pelloso Borghesan

Resumo


No grupo de patologias, que acomete o sistema nervoso ou muscular das crianças, as encefalopatias não evolutivas representam afecções neurológicas seqüelares do período perinatal, que embora estáveis e não progressivas, permitem às crianças acometidas, aquisições e progresso de seu desenvolvimento psicomotor desde que bem assistidas. No contexto de tratamento das crianças com encefalopatias, as famílias ocupam papel de importância fundamental, ao lado da equipe de terapeutas. Este estudo teve como objetivo identificar as dificuldades físicas, emocionais e sociais, envolvidas na relação familiar de crianças com encefalopatias, atendidas na Fundação Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa bem com o tratamento fisioterápico. Optou-se por estudar as famílias de crianças de 0 a 3 anos, pois, nesta fase ocorre a descoberta da doença, trazendo grandes distúrbios emocionais à família. Os resultados mostram que vários fatores são considerados entraves para a participação efetiva no tratamento como, condição sócio-econômica, grau de escolaridade, altas expectativas, sobrecarga da mãe e descompromisso do pai. Também, a equipe de saúde se aperfeiçoa no atendimento técnico, mas inexiste formas de como melhor realizar uma orientação familiar. Assim, a saúde na encefalopatia vai além do seu tratamento clínico e de reabilitação, abrangendo a saúde da família e de todos ligados ao universo da criança.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v4i1.2000.1003