TABAGISMO NO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO: GRAU DE DEPENDÊNCIA, SINTOMAS RESPIRATÓRIOS E FUNÇÃO PULMONAR

Beatriz Martins Manzano, Ercy Mara Cipulo Ramos, Luiz Carlos Marques Vanderei, Dionei Ramos

Resumo


Os objetivos deste estudo foram conhecer as características do hábito tabágico quanto ao grau de dependência de nicotina, consumo de cigarros, presença de sintomas respiratórios e de alterações na função pulmonar entre funcionários, docentes e alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente. Foram analisados dados de 123 fumantes, sendo 25 funcionários e professores (média de idade = 44 ± 8 anos) e 98 alunos (média de idade = 22 ± 4 anos) identificados por meio de um questionário que continha informações sobre o hábito tabágico e sintomas apresentados, além do teste de Fagerström. A função pulmonar foi avaliada por meio da espirometria. Dos indivíduos estudados, 54% consumiam menos de 10 cigarros por dia; 50% apresentaram grau de dependência muito baixo. Em todos os graus de dependência houve a presença de sintomas respiratórios e aqueles indivíduos com níveis mais elevados relataram mais sintomas, dentre os quais, “falta de ar”, cansaço, dores no peito, tosse e escarro. Verificou-se relação significante entre o número de cigarros por dia e o grau de dependência, porém não houve relação entre o consumo e os valores espirométricos. Quatro curvas espirométricas analisadas apresentaram valores reduzidos, principalmente FEF25-75%. Os sintomas respiratórios estavam presentes, mesmo em indivíduos com baixo grau de dependência e consumo de cigarros; e quanto maior a dependência, maior era o número destes sintomas. A espirometria permitiu identificar tabagistas com risco de desenvolver doença respiratória, o que reforça a importância da manutenção de programas de controle do tabagismo no ambiente universitário.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v13i2.2009.3008