SOROEPIDEMIOLOGIA DA TOXOPLASMOSE EM GESTANTES DO MUNICÍPIO DE MEDIANEIRA, PARANÁ, BRASIL

Anderson Antônio Pavan, Luiz Sérgio Merlini, Vanessa Betanin, Eronilson de Oliveira Souza, Isabel Cristina da Silva Caetano, Gilneia da Rosa, Daniela Dib Gonçalves

Resumo


RESUMO: A zoonose causada pelo Toxoplasma gondii é conhecida como toxoplasmose. Possui distribuição geográfica mundial, com alta prevalência sorológica, podendo atingir mais de 60% da população. Os casos de doença clínica não são muito frequentes, porém ainda assim, é uma infecção muito temida durante a gravidez, devido ao risco de acometimento do feto. Ao nascimento, crianças infectadas podem apresentar sintomas como hidrocefalia, coriorretinite, calcificação cerebral e retardo mental. O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii em gestantes atendidas nas Unidades Básicas de Saúde do município de Medianeira (PR) e verificar possíveis associações da positividade para a toxoplasmose com variáveis sócio-econômicas, comportamentais e ambientais. Foi realizada a pesquisa de anticorpos anti-Toxoplasma gondii pelo método de Imunoensaio Enzimático de Micropartículas (MEIA) em amostras de soro de 215 gestantes, no período de janeiro a novembro de 2013. Para cada gestante foi preenchido um questionário epidemiológico que incluía variáveis sócio-econômicas, comportamentais e ambientais.  A prevalência de toxoplasmose foi de 77,67% (IgG), a prevalência de IgM positivo foi de 1,40% e o índice de suscetibilidade a toxoplasmose foi de 22,32%, tendo como variáveis associadas à infecção a transfusão de sangue (p=0,023), faixa etária (p=0,033) e grau de instrução de ensino médio (p=0,055).  Os resultados sorológicos (IgG e IgM) e as variáveis associadas  à infecção toxoplásmica nas gestantes do município de Medianeira (PR), refletem a importância de se analisar e conhecer a epidemiologia local a fim de se propor programas educativos com medidas de prevenção primária contra a infecção por este parasito de importância em saúde pública, já que 22,32% dos resultados das gestantes analisadas se mostraram negativos à infecção pelo T. gondii.


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