CONTAMINAÇÃO MICROBIOLÓGICA EM PLANTAS MEDICINAIS E HORTALIÇAS E SUA IMPLICAÇÃO NO ESTADO DE SAÚDE DO CONSUMIDOR: REVISÃO

Mardjori Andrade Hellmann, Leonardo Garcia Velasquez

Resumo


A utilização de plantas medicinais está em continuo crescimento. A busca por agentes terapêuticos derivados de espécies vegetais, frente a uma oferta insuficiente, levou a uma queda na qualidade das mesmas, que atualmente são alternativas terapêuticas importantes, entretanto alguns quesitos precisam ser avaliados, como a contaminação microbiológica e parasitológica da matéria prima que pode apresentar um impacto importante no estado de saúde do indivíduo. A decocção, processo tradicional de preparo, em que partes da planta são colocadas em contato com a água em ebulição, pode gerar produtos com reduzida carga microbiana, entretanto, dependendo do grau de contaminação na matéria-prima inicial, esse processo pode não ser efetivo. O  presente estudo teve por objetivo fazer uma revisão sistemática a fim de identificar a ocorrência de contaminação microbiológica em plantas medicinais para isso foram analisados artigos científicos publicados nos últimos 20 anos nas bases eletrônicas de dados LILACS, PubMed e SciELO, utilizando os descritores em inglês “contamination”, “medicinal plants”, “vegetables” e “parasite” e seus correspondentes em português. Foram selecionados 9 artigos que abordam o tema contaminação em plantas medicinais e 15 artigos sobre contaminação em hortaliças, devido os benefícios para o conhecimento do potencial de contaminação por parasitos em plantas medicinais pois a forma de cultivo e consumo de ambas são semelhantes, totalizando 24 artigos. Foram encontrados ovos de Ancylostoma sp., Ascaris sp., Taenia sp. fungos Aspergillus sp, Penicillium sp, Fusarium sp  e em um estudo Salmonella sp foi identifica. Não foram encontrados trabalhos que avaliavam a contaminação por parasitas em plantas medicinais, e considerando os resultados encontrados, salienta-se a necessidade de fiscalização e regulamentação, a fim de melhorar a qualidade higiênico-sanitária das plantas medicinais ofertadas à população. 


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v21i2.2017.5862