PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS EM MONTES CLAROS - MINAS GERAIS
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i2.2026-12523Palavras-chave:
Vigilância em Saúde, Saúde do Trabalhador, Doença crônica, Fatores sociodemográficosResumo
Os Agentes de Combate às Endemias desempenham papel relevante na vigilância e controle de doenças, estando frequentemente expostos a múltiplos fatores de risco laboral e psicossocial. O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil sociodemográfico e as condições de saúde autorreferidas desses profissionais. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e descritivo, realizado entre julho e agosto de 2024, no município de Montes Claros (MG), com 304 Agentes de Combate às Endemias em exercício da função. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado e autoaplicável, elaborado com base em instrumentos validados e nas diretrizes do Ministério da Saúde (2009). As análises foram conduzidas no software SPSS 20.0, utilizando estatística descritiva. Os resultados evidenciaram predominância do sexo masculino (82,2%) e concentração na faixa etária entre 40 e 59 anos (50,7%), com ensino médio completo ou superior (80,6%) e renda familiar entre dois e cinco salários-mínimos (80%). A maioria apresentava mais de dois anos de atuação profissional (63,5%) e vínculo consolidado com o serviço público. Em relação à saúde, as condições foram autorreferidas, com maior frequência de ansiedade, problemas na coluna vertebral e hipertensão arterial. Conclui-se que os Agentes de Combate às Endemias de Montes Claros apresentam perfil sociodemográfico caracterizado por vínculos laborais consolidados e elevada frequência de condições de saúde autorreferidas, o que reforça a necessidade de ações institucionais voltadas à promoção da saúde, à vigilância em saúde do trabalhador e à melhoria das condições de trabalho. Ressalta-se a importância de estudos multicêntricos que ampliem a compreensão sobre as condições de vida, trabalho e saúde desses profissionais.
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