AVALIAÇÃO DO RISCO DE DOENÇA CORONARIANA EM ADULTOS E IDOSOS NO MUNICÍPIO DE LAGÊDO DO TABOCAL / BA

Claudio Henrique Meira Mascarenhas, Luciana Araújo dos Reis, Moema Santos Souza

Resumo


As doenças cardiovasculares constituem uma importante causa de morbi-mortalidade, além de liderar a lista de causas ordenadas pelo indicador de anos de vida vividos com incapacidade. Nesta perspectiva, este estudo teve por objetivo avaliar o risco de adultos e idosos desenvolverem doença arterial coronariana em 10 anos, conforme o escore de risco de Framingham. Trata-se de um estudo de caráter transversal, realizado com todos os indivíduos nas faixas etárias entre 40 e 79 anos e que estavam em tratamento fisioterapêutico no município de Lagedo do Tabocal/BA, no período entre agosto de 2006 e abril de 2007, totalizando 65 indivíduos. Utilizou-se o escore proposto pelo estudo de Framingham, com a inclusão dos fatores gênero, idade, tabagismo, diabetes mellitus, pressão sistólica, colesterol total e HDLc. Os resultados evidenciaram que o alto risco de desenvolver a doença coronariana foi maior entre os idosos (40,0% homens e 21,4% mulheres) do que entre os adultos (20,0% homens e 3,8% mulheres). Entre os fatores que contribuíram para elevar o risco coronariano, a hipertensão, o diabetes, os baixos níveis de HDL e os altos níveis de colesterol total apresentaram maior prevalência nas faixas etárias mais avançadas, sendo que o tabagismo foi o único fator que apresentou prevalência menor entre os idosos, quando comparados aos adultos. Para maximizar benefícios, e minimizar riscos e custos demandados pela elevada prevalência de fatores de risco coronariano, é preciso identificar esses fatores e avaliar o risco global de desenvolvimento desta patologia, além de organizar estratégias específicas para diferentes perfis de risco, levando em conta a complexidade e a disponibilidade das intervenções.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v13i1.2009.2791