PARTO HUMANIZADO E A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Angélica Yukari Takemoto, Marjorie Rabel Corso

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo identificar na literatura científica brasileira as condutas de enfermagem diante da humanização dentro do trabalho de parto. Optou-se pela revisão da literatura, realizada na base de dados do Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). Trata-se de uma metodologia específica de pesquisa em saúde que sintetiza um assunto ou referencial teórico para melhor compreensão e entendimento desse, permitindo uma ampla análise da literatura. Para tanto, foram utilizados os seguintes descritores: parto humanizado/enfermagem. A partir dessa combinação foram encontrados 36 estudos. Desses, foram eliminados dezoito artigos pelos critérios de inclusão/exclusão. Portanto, foram utilizados dezoito referências para serem analisadas, categorizadas e comparadas. Nesse contexto, emergiram cinco categorias, as quais foram comparadas com a literatura sobre o tema. Quanto às práticas inadequadas realizadas no período de trabalho de parto e parto, ficou evidente a realização das mesmas, ainda sendo consideradas desnecessárias conforme preconiza o Ministério da Saúde. No que se refere às práticas adequadas ao trabalho de parto, foi possível identificar várias atitudes que tornam a mulher como protagonista do trabalho de parto, porém, ainda existem dificuldades encontradas pelos profissionais quanto à disponibilidade de estrutura física adequada para tais atividades. Quanto ao direito à presença do acompanhante, que hoje é protegida por lei, ficou evidenciado a sua relação com o bem-estar da parturiente, mas também foram encontrados obstáculos para a sua permanência nas instituições hospitalares. Nesse sentido, a inserção de doulas no cenário do parto foi recebida de forma positiva, visto que a presença delas carrega consigo a calma, segurança e confiança para as parturientes. As dificuldades para implantação do modelo humanizado foram inúmeras, abrangendo desde a capacitação dos profissionais até os obstáculos de estrutura física nas maternidades. E, por fim, a importância da presença do enfermeiro durante o trabalho de parto e parto é imprescindível, pois a sua atuação gera segurança e liberdade, torna possível o primeiro contato pele à pele entre mãe e filho, bem como a identificação de possíveis distócias, subsidiando a redução dos índices de morbimortalidade materna e neonatal. Enfim, tornar a assistência obstétrica de forma humanizada irá trazer somente benefícios à mãe e seu bebê, por tornar a parturiente como protagonista desse cenário; ao profissional de enfermagem, o qual será reconhecido profissionalmente pelo seu trabalho; e aos gestores, por apoiar e oferecer subsídios que incentivem o parto humanizado.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v17i2.2013.5002