ANSIEDADE AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO: PERFIL DE UM GRUPO DE ADULTOS EM SITUAÇÃO NÃO CLÍNICA

Mayra Louise Raiser Santana de Oliveira, Silvana Marchiori Araújo, Elisabete Rabaldo Bottan

Resumo


O objetivo da pesquisa foi caracterizar um grupo de adultos, em situação não clínica, quanto à ansiedade ao tratamento odontológico. A pesquisa descritiva, do tipo transversal, ocorreu mediante levantamento de dados primários. A população-alvo foi constituída por sujeitos adultos que se encontravam em espaços públicos, no perímetro central de uma cidade de Santa Catarina (Brasil). O plano amostral foi não probabilístico e a obtenção da amostra deu-se por conveniência. O instrumento de coleta de dados foi um questionário elaborado com base na Dental Anxiety Scale (DAS). A amostra foi composta por 304 pessoas (56% do gênero feminino e 44% do masculino). As idades variaram de 18 a 65 anos. O percentual de mulheres com ansiedade foi de 78% e o de homens foi 58%. A maioria (62,1%) dos sujeitos sem ansiedade tinha entre 18 a 34 anos. A consulta em menores intervalos de tempo foi citada por 75,3%; os procedimentos curativos foram os mais citados (57,4%) como motivo da última consulta. Os fatores desencadeadores de ansiedade foram os instrumentos relacionados às intervenções curativas. O maior intervalo de tempo para efetivação da consulta e a consulta em decorrência de dor foram mais frequentes no grau exacerbado. Concluiu-se que a amostra se classificou como portadora de baixo grau de ansiedade; as mulheres demonstraram ser mais ansiosas do que os homens; a maioria do grupo sem ansiedade estava entre os mais jovens; e a frequência da consulta preventiva decresceu à medida que aumentava o grau de ansiedade.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v19i3.2015.5546