Mycobacterium leprae: ASPECTOS DA RESISTÊNCIA AOS FÁRMACOS NA POLIQUIMIOTERAPIA

Valter Batista Duo Filho, Naiara Cristina Ule Belotti, Vânia Del Arco Paschoal, Susilene Maria Tonelli Nardi, Heloisa da Silveira Paro Pedro

Resumo


Introdução: O diagnóstico da hanseníase possui números significativos que causam preocupação à saúde pública. Os casos de resistência medicamentosa nessa doença se iniciaram em meados dos anos 60 e diante do problema, a Organização Mundial da Saúde instituiu em 1981 a poliquimioterapia, associação dos antibióticos rifampicina, dapsona e clofazimina, tratamento atual de escolha. A resistência aos fármacos na hanseníase é reportada pela literatura, desvelando um obstáculo à sua eliminação. Apresentamos nessa revisão os principais aspectos da resistência medicamentosa no tratamento para hanseníase e seus impactos. Metodologia: Revisão sistemática sobre os aspectos da resistência medicamentosa utilizando a pesquisa exploratória como metodologia de abordagem. Foram pesquisados os termos resistência medicamentosa, hanseníase, recidiva, alterações genéticas e os operadores booleanos “and” e “or” na busca. Resultados e discussão: A dificuldade de tomar a medicação corretamente foi um dos principais fatores que acarretaram resistência do bacilo Mycobacterium leprae aos fármacos. Homens de países norte e sul-americanos e asiáticos foram os mais atingidos por episódios de resistência. A resistência medicamentosa é uma das principais causas de recidivas em hanseníase. O principal fármaco causador de resistência medicamentosa descrito nos trabalhos foi a dapsona (46,6%) e a maioria das alterações genéticas encontradas estão no gene rpoB; 23,2% dos registros relatados foram de resistência secundária aos fármacos e, também, sete casos de resistência múltipla a esses medicamentos. Conclusão: Os principais aspectos da resistência medicamentosa na hanseníase são os equívocos ao ingerir os medicamentos e as alterações genéticas na bactéria. Os impactos causados estão na dificuldade de refazer o tratamento, a possibilidade de nova transmissão e o aparecimento de sintomas mais graves.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v25i1.2021.7911

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