CONTAMINAÇÃO DE APARELHOS CELULARES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO NOROESTE PARANAENSE

Guilherme Cabral, Jhonatan Lopes, Carlos Benevento, Marielle Silva-Lalucci

Resumo


O ambiente hospitalar é um dos locais com maiores chances de acontecer quadros de infecções, sendo um dos motivos a utilização irrestrita dos aparelhos celulares tanto por pacientes quanto por profissionais da saúde que não se preocupam com as boas práticas de higienização. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de micro‑organismos em aparelhos celulares da equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na região noroeste paranaense. Participaram da pesquisa 22 colaboradores da UTI, sendo colhidos swabs umedecidos em caldo Brain Heart Infusion (BHI) dos aparelhos celulares de cada um dos participantes e posteriormente as amostras foram incubadas e realizada a análise microbiológica. Além disso, aplicou-se um questionário para se conhecer sobre o manuseio do telefone celular por parte dos colaboradores. Na análise microbiológica, observou-se crescimento em todas as amostras de pelo menos um micro‑organismo (100% nos meios Ágar Sal Manitol e Ágar Sangue, e 27,3% em Ágar MacConkey). Posteriormente, realizou-se comparação com as respostas do questionário e com o resultado da amostra, sendo que apenas 13,6% dos colaboradores relataram realizar sempre higienização dos aparelhos, porém também houve crescimento de micro‑organismos nos aparelhos desses colaboradores. A partir dos dados obtidos, espera-se o envolvimento da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) para desenvolver ações que reduzam a prevalência e a gravidade da contaminação no ambiente hospitalar.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v25i2.2021.7995

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