GESTÃO HOSPITALAR: GERENCIANDO PROCESSOS DE TRABALHO EM SAÚDE

Alexandre Gomes Vizzoni, Paulo Henrique da costa Ferreira, Michael Jacob Fagundes

Resumo


A função de gestor hospitalar é invariavelmente complexa, independentemente da região, de fato que, ainda em certos aspectos, os serviços de saúde são mais desafiadores em alguns países, devido à regulação de leitos, financiamento e tecnologias à disposição. Acrescenta-se à extensa relação de demandas gerenciais, a exigência por conhecimentos específicos na gestão dos recursos humanos e físicos. A influência do modelo fragmentado de organização do trabalho, em que cada profissional realiza parcelas do trabalho sem uma integração com as demais áreas envolvidas, tem sido apontada como uma das razões que dificultam a realização de um trabalho em saúde mais integrador e de melhor qualidade, tanto na perspectiva daqueles que o realizam como para aqueles que dele usufruem. A partir do momento em que profissionais de saúde, que trabalham diretamente com o paciente, ocupam coordenações, na medida em que ascendem na organização, passam a desempenhar mais tarefas administrativas. Como exemplo, é possível perceber que uma enfermeira ou médico que coordenam uma unidade de internamento, realizam mais funções administrativas e quase nenhuma técnica, usando seus conhecimentos técnicos para atuar na chefia. Esses profissionais, ao ocupar determinados cargos, nem sempre entendem das atividades administrativas. Com isso, o hospital perde um bom técnico e pode não ganhar um bom chefe. Este trabalho tem uma descrição reflexiva acerca do processo de gestão hospitalar.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v25i2.2021.8052

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