ATROFIA NEURONAL MIENTÉRICA NO ÍLEO DE RATOS INFECTADOS CRONICAMENTE POR UMA CEPA GENÓTIPO I DE Toxoplasma gondii

Barbara Jacqueline Peres Barbosa, Eduardo Jose de Almeida Araújo, Aristeu Vieira da Silva, Debora de Mello Gonçales Sant’Ana

Resumo


A toxoplasmose é uma zoonose que desperta grande preocupação na saúde pública em nível mundial. No Brasil, os índices de soropositividade para Toxoplasma gondii variam entre 54% e 75% da população. Neste estudo objetivou-se avaliar os efeitos da infecção crônica, causada por uma cepa genótipo I de T. gondii, sobre o número e a morfometria de neurônios mientéricos do íleo terminal de ratos. Foram utilizados oito ratos (Rattus norvegicus) Wistar machos. O grupo experimental foi inoculado oralmente com 105 taquizoítos de uma cepa genótipo I de T. gondii. Após 30 dias de infecção, os animais foram submetidos à eutanásia, e por meio de laparotomia, o jejuno-íleo foi retirado, mensurado em seu comprimento e largura para cálculo de área. O íleo terminal de cada animal foi dissecado para confecção de preparados totais, os quais foram corados pela técnica de Giemsa. Não foram observadas alterações no peso corporal, comprimento ou área intestinal, apenas a largura do jejuno-íleo sofreu aumento. Não houve alteração significativa em relação à análise quantitativa dos neurônios. Na análise morfométrica, observou-se redução da área do pericário, do núcleo e do citoplasma dos neurônios mientéricos do grupo experimental. No que se refere à frequência de neurônios nas diferentes classes de intervalo da área do pericário, não houve alterações significativas. Entretanto, houve um aumento do número de neurônios cujos núcleos representavam de 21 a 30% de seu pericário e uma redução no número daqueles em que o núcleo representava 51-60% e mais que 71%.

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